segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bem fundo. Ou bem vivo!


Quatro paredes. Um sol para tanto desespero. A cada primavera, uma nova flor. A cada desilusão, uma nova força. Consciência de que tudo pode ser perfeito. Sonhos, divagações, "espasmos ideais" de uma mente destrutiva e despreocupada. A cada picada um novo medo. Algo estará para acontecer. Algo que definitivamente é bom para o ser, mas mau para o seu ego.

Um olhar Ariano sobre um penhasco. "Descer"? Ou "subir"? O meio termo é sempre acessível a almas vãs. É necessário estar só, construir o nosso próprio mundo, e "viver" dentro dele.

Submergindo do fundo de um lago cristalino o mais sensível pensamento visto de dentro, consegue mesmo assim parecer turvo e inacessível, mesmo assim possível! Ao brotar da mais límpida água depara-se com um duelo altamente complexo e delirante. Sobreviver!

Cabe a cada intelectualidade lutar para que o seu próprio pensamento mesmo que ilusório e irreal se converta em algo palpável, sem contradições, um verde puro que faça algo valer a pena, que faça algo fazer sentido!!

Penas soltam-se juntando-se à breve brisa. Como poderemos morrer, se conseguimos voar?
Não morreremos. Quem voa jamais morre. Quem sente o mundo como ele é jamais se sentirá traído por ele.
Pensamentos obtusos, vindos de animais rasteiros e vulgares que apenas sopram para que nós, penas, voemos mais alto. O mundo foi feito para quem sabe voar e para quem sabe cair. Não para quem não consegue voar. Esses terão de esperar até que o seu inútil "amor" construa um novo mundo.

Nosso (penas) Deus, o vento, dá as coordenadas. Tal como o tempo, Deus de todos os seres dá o rumo. A felicidade será sempre como o buraco da agulha; está disponível a todos, mas quem "vê mal" dificilmente a alcança.